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domingo, 4 de abril de 2010

Menores são mortas em Manaus supostamente por uso de pulseiras

   Segundo a polícia, adereços foram encontrados com o corpo das vítimas. 



   Pulseira coloridas são conhecidas por suposta conotação sexual





De acordo com a polícia de Manaus, o uso de pulseiras coloridas conhecidas pela suposta conotação sexual pode ter resultado na morte de duas adolescentes. Uma das jovens, de 14 anos, foi encontrada morta, na madrugada do último sábado (3), em um quarto de hotel, localizado no bairro Morro da Liberdade. Com o corpo, estavam seis pulseiras, que segundo a polícia, foram supostamente arrebentadas pelo autor do crime. A polícia suspeita ainda que o casal tenha utilizado drogas momentos antes do crime.


A “brincadeira” das pulseiras funciona da seguinte forma: uma menina coloca diversas pulseiras de silicone coloridas no braço e um jovem tenta arrebentar um dos adereços. Cada cor representa um “carinho”, que vai desde um abraço até a prática de sexo; quem arrebentar receberá a “prenda” da dona da pulseira.


A outra possível vítima das pulseiras coloridas, também adolescente, foi esfaqueada na noite de sexta-feira Santa (2), no bairro Valparaíso, Zona Leste de Manaus. Ao lado do corpo da menor, foram encontradas duas pulseiras arrebentadas. Os dois casos estão sendo investigados pelo Departamento de Homicídios e Sequestros de Manaus.

Na semana passada, uma adolescente de 13 anos foi estuprada por pelo menos três rapazes, em Londrina (PR), por causa da "pulseira do sexo", segundo a polícia. Um deles tem 18 anos, e os demais, são menores de idade.
Polêmica
Em razão da gravidade do caso, o juiz da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Ademir Ribeiro Richter, proibiu a venda das pulseiras na cidade.A Câmara Municipal também discute a proibição.

Em São Paulo, o uso das pulseirinhas provocou polêmica entre pais, educadores e alunos. Fáceis e baratas de se comprar, as pulseiras viraram moda. 


Um projeto de lei que proíbe o uso das pulseirinhas do sexo nas escolas da rede municipal de Navegantes (SC) foi aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores da cidade, no começo deste mês.

*(Com informações do Portal Amazônia)

sábado, 20 de março de 2010

Julgamento do casal Nardoni começa na segunda-feira


Brasil está prestes a conhecer o desfecho de um caso que comoveu o país: a morte da menina Isabella Nardoni.



Quase dois anos, uma guerra de versões, e inúmeras reconstituições depois, o Brasil está prestes a conhecer o desfecho de um caso que comoveu o país: a morte da menina Isabella Nardoni.

No banco dos réus: Alexandre Nardoni, pai de Isabella, e Anna Carolina Jatobá, a madrasta, acusados de terem jogado a menina da janela do sexto andar do prédio onde moravam. O casal nega.

Quem vai dar um ponto final nessa história é o tribunal do júri O julgamento começa na segunda-feira (22), às 13h. Está sendo considerado um dos mais importantes da história jurídica do país.

A promotoria se baseia em laudos detalhados e na reconstituição feita pela perícia para pedir a condenação. O advogado de defesa diz que os laudos foram dirigidos e que não são conclusivos.

Quarenta pessoas foram convocadas para decidir essa questão. Mas apenas sete vão definir o futuro do casal Nardoni.

É um julgamento para entrar para a história.

“Esse caso está no rol dos casos mais emblemáticos do país”, comenta o advogado criminalista Sergei Cobra Arbex.

A partir de segunda-feira (22), promotoria e defesa começam a apresentar provas contra e a favor do casal. Vinte e três testemunhas serão ouvidas: 17 da defesa, três da promotoria e outras três de comum acordo.

A mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, faz parte desse grupo e deve depor na frente do casal. A previsão é que o julgamento do caso Nardoni dure três dias.

Logo na abertura, um momento importante para o julgamento: a escolha dos jurados. Quarenta pessoas foram convocadas, mas apenas sete vão decidir o futuro do casal. Os jurados participarão de um sorteio. Defesa e acusação poderão descartar aqueles que não consideram interessantes.

“Os advogados e os membros do Ministério Público fazem a escolha, e três recusas podem ser imotivadas, ou seja, sem explicar porque você está rejeitando aquele jurado”, explica o advogado criminalista Sergei Cobra Arbex.

Em uma sala de 300 metros quadrados, os jurados vão conhecer as provas, ouvir testemunhas e os argumentos da acusação e da defesa. No centro da sala, ficará o juiz. Ao lado dele, o promotor. Réus e a defesa ficarão perto da janela. Os jurados, no lado oposto.

Dos 77 lugares da plateia, 20 foram reservados para jornalistas. O restante será ocupado por convidados, parentes dos réus e da vítima.

O mistério em torno da queda da pequena Isabella Nardoni, de apenas 5 anos, do sexto andar do prédio onde o pai dela morava, pode ser desvendado nos próximos dias.

Fatalidade ou crime?

“A perícia não pode trabalhar para montar uma história que a polícia não conseguiu montar. Neste caso eu não tenho dúvida que isso foi feito, a perícia trabalhou em função da polícia. Eu tenho uma das vizinhas que ouve uma porta dos fundos, a porta de emergência do prédio batendo com força. Eu não posso confirmar, não posso afirmar que tem uma terceira pessoa, mas há elementos ali que podem me levar a essa possibilidade”, diz o advogado de defesa Roberto Podval.

“Temos um laudo microscópico feito de maneira eficiente pelo Instituto Médico Legal e temos perícias já coordenadas pelo Instituto de Criminalística que nos permitiram essa visualização panorâmica dos episódios.Acredito que eles serão condenados porque a prova do processo os compromete, os incriminam”, explica o promotor Francisco Cembranelli.

O casal Nardoni está em presídios no interior de São Paulo. O julgamento, na segunda-feira, começa às 13h e a previsão é que dure quatro dias. Durante este tempo os jurados escolhidos dormirão no próprio fórum.

A montagem do júri e a escolha das testemunhas é uma engenharia para defesa e acusação. A regra determina que sejam escolhidas até mesmo testemunhas de comum acordo, ou seja, a escolha deve ser conjunta entre defesa e acusação. O depoimento dessa testemunha, pelo menos na teoria, não pesaria para nenhum dos dois lados.