domingo, 11 de abril de 2010

Sete mudanças do mundo do trabalho



Eis algumas das principais mudanças no trabalho nas últimas décadas.
1) Era masculino, virou (ao menos em boa parte) feminino. Nos Estados Unidos, as mulheres acabam de se tornar maioria entre a população empregada – embora ainda ganhem menos (mas menos menos que antes, e cada vez menos menos). No Brasil, as mulheres estão mais perto dos 40% da população empregada. Mas dois sinais fortes de que elas avançam céleres para conquistar mais espaço: elas são mais instruídas, em média; e durante a crise do ano passado o emprego delas foi mais preservado que o dos homens.
2) Era hierárquico, virou (ao menos em parte) múltiplo. O ditado “manda quem pode, obedece quem tem juízo” faz sentido nas empreitadas em que o mandante tem todas as informações, e as tarefas são mecânicas. Numa economia dominada pelos serviços, as tarefas são mais complexas: exigem mais inteligência e, além dela, emoção (pense num bom atendimento num hotel). Daí a necessidade de “líderes”, chefes que consigam engajar a equipe no trabalho (e entender qual é o trabalho a ser feito).
3) Era centralizado, virou capilarizado. Não quer dizer que a palavra do chefe não valha mais que a do peão, mas num mundo complexo e rápido o controle das informações está nas pontas, tanto quanto no centro. É daí que vem a pressão por uma espécie de democracia dentro das empresas – a direção que não sabe ouvir seus funcionários tem mais chance de se estrepar.
4) Era local, virou global. A queda de barreiras políticas (o socialismo que se abriu, os blocos que se formaram) e o avanço de tecnologias de conexão (internet, satélites, supercomputadores) aceleraram um processo que existe há séculos, senão milênios: a aproximação dos povos. Hoje, as carreiras de ponta envolvem pelo menos alguma experiência no exterior.
5) Era seguro, virou dinâmico. Numa época de menos concorrência, as empresas guardavam estoque de gente – pessoas “encostadas”, esperando a hora de se aposentar. Com o advento da ultracompetição (globalizada), não há mais espaço para gorduras. Minguaram as carreiras para a vida toda. A primeira geração a sofrer esse baque não estava preparada. Eram as vítimas da reengenharia, uma reorganização das empresas que ceifou milhões de empregos. Agora são os diretores de recursos humanos que se espantam, ao contratar jovens talentosos que admitem com candura que não têm a menor intenção de ficar ali naquela empresa por mais que três ou, no máximo, cinco anos.
6) Tinha carreiras, tem projetos. Uma das consequências de um mundo do trabalho volátil é que as pessoas têm mais a ganhar construindo seu portfolio, um pouco à maneira de artistas independentes. Importa menos o tempo de serviço, e mais o número de projetos interessantes com que você se envolveu.
7) Tinha um ciclo, tem vários. Outra consequência de um mundo do trabalho volátil é que a vida útil nas empresas diminuiu. Isso obriga as pessoas a planejar não uma carreira, mas várias. Antigamente, você fazia uma grande escolha de profissão, lá pelos 17 anos (quando a gente sabe tudo sobre si e o mundo) e ia com ela até os 60, 65 anos. Então se aposentava. Agora, não mais. Até porque nossa expectativa de vida aumentou, nossas carreiras devem ser um pouco como planos de negócios: ter estratégia de início, de manutenção… e de saída, para começar outro ciclo na vida.
Fonte: Revista Época Online

César Borges se reúne com presidente do PMDB em Jequié



adriano villela


Mesmo com a possibilidade de empurrar a definição sobre a chapa majoritária até junho, a expectativa é que o PMDB baiano anuncie a composição final já na próxima semana. Ontem, o dia foi de fortes especulações sobre as negociações entre o PMDB e o PR, do senador César Borges. Tanto peemedebistas como republicanos negaram qualquer entendimento. No entanto, o senador esteve reunido em Jequié com os peemedebistas Leur Lomanto Jr. e o presidente estadual da sigla, Lúcio Vieira Lima. Os rumores são fortes de que o senador vai tornar público sua aliança com o PMDB em sua cidade natal.
Informações de bastidores dão conta que a recusa diante da negociação se dá devido aos peemedebistas resistirem em tornar pública a disputa com o PT, do governador Jaques Wagner, cujas conversas com Borges estavam avançadas. Aliado a isso, é nítido que não desejam ficar a mercê do senador republicano, que já afirmou não ter pressa para tomar sua decisão.
O pré-candidato do PMDB, deputado Geddel Vieira Lima, declarou ontem que ficou estarrecido com membros do PR que “ficam a plantar notas na imprensa para valorizar a negociação com o governador”. Sem Borges, Geddel teria como opçõesprováveis para compor a chapa o empresário João Carlos Cavalcanti; o atual vice-governador, Edmundo Pereira (ambos PMDB); o presidente estadual do PSC, Eliel Santana; o vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito (PTB), e a deputada estadual Marizete Pereira (PMDB).
RESPOSTA – O presidente estadual do PR, senador César Borges, se pronunciou ontem através de uma nota pública. O dirigente desautorizou qualquer negociação por outro representante do partido que não seja ele. O comentário nos bastidores é de que o deputado federal José Rocha (PR) estaria agindo como um dos interlocutores junto ao PMDB. “Todos os entendimentos com os demais partidos estão sendo conduzidos diretamente pelo presidente regional, que lamenta as especulações desnecessárias. A produção de informações distorcidas é repudiada por esta presidência, por não contribuir com o fortalecimento político do partido nem com a qualidade do debate público”.  Borges só pretende comentar sobre as negociações políticas quando estas forem concluídas.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

Serra entra na disputa. Souto acompanha



Adriano Villela e agências


Mais de 200 políticos da Bahia, representando os diretórios estaduais do PSDB, DEM e PPS, participam hoje do lançamento da pré-candidatura do tucano José Serra à Presidência da República. As três legendas terão a primeira oportunidade pública de mostrar um palanque “sem vetos, conflitos ou divisão”, conforme afirmou um interlocutor ligado ao pré-candidato ao governo baiano, Paulo Souto (DEM). A aposta dos partidos aliados (tanto nacionalmente como no âmbito do estado) é que a entrada do tucano na disputa fortalece o palanque baiano, estratégico na região Nordeste.
Para o presidente estadual do PSDB, Antônio Imbassahy, a apresentação oficial da candidatura Serra vai acelerar as decisões no plano estadual em todas as unidades da federação. Na Bahia, até o momento, a única definição na chapa encabeçada por Souto é o candidato a vice, o ex-prefeito de Guanambi, Nilo Coelho (PSDB), que também estará no ato em Brasília.
A estratégia de focar na unidade visa um contraponto à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff (PT), que tem na Bahia dois palanques, encabeçados por Geddel Vieira Lima (PMDB) e o atual governador, Jaques Wagner (PT). Em 2006, o PSDB baiano se dividiu entre Paulo Souto e Jaques Wagner – que disputaram também o governo estadual – e a candidatura ao Senado de Imbassahy.
Apoiadores soutistas apostam que, com os mesmos partidos envolvidos nas sucessões federal e estadual, uma arrancada da campanha de Serra beneficiará diretamente Paulo Souto. E, por sua vez, Souto forte na Bahia vai impulsionar a candidatura do tucano no estado. “Desta vez tem uma aliança natural. Os dois candidatos têm até um perfil parecido. Ambos são bons administradores”, ressaltou um dos interlocutores.
Imbassahy assegura confiança total na concretização desta sinergia Serra-Souto. Segundo ele, pesquisas internas mostram o fortalecimento do presidenciável tucano em razão de seu currículo (ele já foi senador, governador, prefeito e ministro de duas pastas). “Serra deixou o governo de São Paulo com reeleição praticamente assegurada. Isto mostra desprendimento, grandeza, espírito público e muita confiança na vitória”, disse. O tucano baiano também minimiza o impacto da popularidade de Lula nas eleições na Bahia. “A candidataDilma tem o apoio de Lula, mas vamos mostrar que os ex-presidente (José) Sarney e (Fernando) Collor também a apoia”.
Para o presidente do PSDB baiano, a mobilização em torno do lançamento da candidatura de Serra entre segmentos como profissionais liberais, empresários do agronegócio e líderes comunitários será outro impulsionador das campanhas nacional e regional do bloco. Os democratas baianos consideram que Lula e seus aliados conseguiram ampla votação na Bahia nas eleições vencidas pelo petista, mas não quando perdera a presidência para o tucano Fernando Henrique Cardoso.
Uma das principais dúvidas no âmbito do PSDB é sobre o papel do ex-governador Aécio Neves na disputa eleitoral. Pré-candidato a presidente e cortejado para compor a chapa como vice, o político mineiro nem tinha previsão de discursar no lançamento da pré-candidatura. Segundo Imbassahy, Aécio será um dos integrantes do seleto grupo dos oradores, ao lado do candidato, do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e dos presidentes nacionais das legendas – Sérgio Guerra (PSDB), Rodrigo Maia (DEM) e Roberto Freire (PPS). Inicialmente, tucanos afirmaram que apenas os presidentes de partidos falariam.

Fernando Henrique, que não compareceu ao Palácio dos Bandeirantes para o último discurso de Serra no governo, foi incluído entre os oradores na semana passada. Aécio, apenas nesta semana. A expectativa é que cerca de 3.500 pessoas acompanhem o ato político pró Serra, que acontecerá das 9h às 13h. As mídias sociais também marcarão o encontro dos oposicionistas em favor de Serra. Foram disponibilizados 20 computadores para comentários da militância em redes sociais como Twitter, Orkut, Facebook e You Tube. 


Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Eles são contra a ficha limpa

Enquanto a maioria velada aborta a proposta, são poucos os deputados que admitem ser contrários ao projeto que moraliza a atividade política. Leia abaixo a opinião deles

Limpo como "bumbum de bebê", Sílvio Costa é um dos parlamentares abertamente contrários ao projeto Ficha Limpa

“A política é uma delicada teia de aranha em que lutam inúmeras moscas mutiladas.” A frase do escritor francês Alfred de Musset (1810-1857) traduz a batalha na Câmara em torno do projeto que instituiu a ficha limpa (que impede a candidatura de condenados por órgãos colegiados). Se a Justiça é uma teia, muitos são os parlamentares hoje enredados nela. Mas poucos os que têm coragem de claramente contrariar uma proposta - em pleno ano eleitoral - que moraliza o processo eleitoral e conta com mais de 1,6 milhão de assinaturas de apoio.




Dentre os deputados que abertamente não apoiam a proposta estão: Fernando Chiarelli (PDT-SP), José Genoino (PT-SP), Leonardo Picciani (PMDB-RJ) e Silvio Costa (PTB-PE). Por sua vez, os deputados Nazareno Fonetelles (PT-PI) e Paulo Maluf (PP-SP) são apontados por entidades que defendem a ficha limpa como contrários ao projeto. 


Em sessão extraordinária na quarta-feira (7), Silvio Costa citou a música “Palco” de Gilberto Gil para reforçar que, apesar de não ter nenhuma pendência judicial, é contra a ficha limpa.

"Bumbum de bebê" 

“Tem uma música que diz assim: ‘Subo neste palco, minha alma cheira a talco como bumbum de bebê’. Quero deixar bem claro que não tenho nenhum tipo de problema em tribunal de contas, no TCU, no Ministério Público Estadual, no Ministério Público Federal. No Supremo, eu sou limpinho feito bumbum de bebê. Portanto, eu sou um ficha limpa”, afirmou.
Em referência às assinaturas colhidas na população para que a proposta fosse votada, ele também foi irônico: “Se um grupo de brasileiros começar a recolher assinaturas para fechar esta Casa, não consegue só 1,5 milhão não. Consegue 10 milhões de assinaturas querendo fechar a Casa. Eu não tenho dúvida”. E complementou criticando o fato de, pelo projeto, qualquer prefeito condenado por tribunal de contas ter de recorrer ao Poder Judiciário para se candidatar.
"Manual de inconstitucionalidade"
Para Leonardo Picciani, a proposta da ficha limpa é um “manual de inconstitucionalidade”. Em sua análise, ele desrespeita direitos fundamentais previstos na Constituição, como a garantia a plenos direitos políticos até sentença condenatória transitada em julgado; além do direito à ampla defesa e ao contraditório.  
Picciani aproveitou para alfinetar a Justiça, que recentemente criticou a lentidão do Congresso para decidir sobre determinadas matérias, como a fidelidade partidária: “Essa questão está nas mãos do Judiciário. Sejam mais céleres nos julgamentos. Absolvam os inocentes e condenem, em última instância, aqueles que forem culpados. E aí está solucionada a questão”.
Genoino
Um dos mais notórios críticos da ficha limpa é o deputado Genoino, que vem bombardeando a proposta desde que ela foi apresentada ao Congresso, em setembro do ano passado.
Na mesma sessão extraordinária da quarta passada, o petista (réu do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal) destacou que foi aconselhado por amigos a não se pronunciar sobre o tema, mas que o fazia por dever de consciência.
“Quando se tenta substituir para os tribunais a solução da crise da política, é o suicídio da política e da democracia. O princípio de que o poder emana do voto é um princípio sagrado. E é o eleitor que tem de escolher. Quem faz a limpeza, quem faz a escolha, são os eleitores. Quem faz a escolha é exatamente o eleitor. O povo não precisa de tutor. Quem quer tratorar o povo é porque, no fundo, desconfia que o povo não é maduro para escolher”, afirmou Genoino na tribuna da Câmara.

Essa não foi a primeira manifestação de Genoino contra a matéria. Em novembro do ano passado, Genoino assinou um artigo no qual classifica o projeto da ficha limpa de “autoritária e conservador”.  

Em outra oportunidade, no dia 31 de março deste ano, o petista elencou duas razões para manifestar sua oposição à proposta. “Tenho me manifestado radicalmente contra ele [o projeto]. Primeiro, porque fere um princípio fundamental do direito constitucional, a presunção de inocência e culpa só com sentença transitada em julgado. Isso está no artigo 5º da Constituição. Segundo, porque é uma lei excepcional para cassar direitos políticos. Não se cassa direitos políticos com uma lei excepcional.”

Cautelosos


Segundo o vice-líder do PR, Lincoln Portela (MG), alguns partidos não assinaram o requerimento de urgência para melhor discutir a matéria. O substitutivo apresentado, no entanto, já havia passado por um grupo de trabalho composto por representantes de todos os partidos.

“Nossa preocupação é que essa lei é tão importante, que pensamos que esse projeto não pode ser votado inadequadamente, de maneira atabalhoada. Não podemos votar uma matéria desse tipo sem passar na CCJ. O PR já propôs três emendas sobre a tipificação das penas. Queremos discuti-las”, disse Lincoln.
Postura de cautela também diz ter adotado o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI). Apontados por entidades como contrário à matéria, Nazareno diz que “pessoalmente” não tem nada contra o projeto, mas que faz ponderações em torno da proposta por causa do “que tem escutado nos corredores do Congresso”.
“Se fosse para votar, eu votaria a favor. Mas eu fui mais prudente para tentar construir um projeto mais seguro. A gente tem que ver que as instâncias estaduais da Justiça são muito reféns de interesses locais. Muitos deputados conhecem a força da influência dos estados e se sentem reféns disso”, disse Fonteles.
Para o deputado petista, o projeto ficha limpa é “café pequeno” diante da moralidade necessária na política brasileira. Fonteles afirma que o país precisa de uma reforma política, com aprovação do financiamento público exclusivo de campanha. A bandeira dessa reforma política, aliás, amplamente defendida no Congresso. Mas, assim como o projeto ficha limpa, a proposta é silenciosamente embargada na Câmara.

“Tem gente lá na Câmara que está contra o ficha limpa, mas não quer dizer que está contra para não se expor, nem se desgastar com a opinião pública. E na hora de votar, alguns desses podem inclusive votar a favor, porque não querem sofrer desgastes com a pressão popular. Isso acontece”, disse Fonteles. “Mas a gente sabe que você pode derrotar uma matéria votando contra, mas também com ausência e assim não tem como dizer se o deputado é favorável ou contra, porque cada um tem sua agenda para justificar a falta”, declarou.
   
Na quarta-feira passada, após reunião na Presidência da Câmara, o líder do PT, Fernando Ferro (PT), adiantou que apresentará emenda no sentido de permitir que o candidato condenado em segunda instância possa recorrer e se candidatar. Pela proposta atual, qualquer candidato condenado por órgão colegiado está inelegível. Para o petista, os tribunais regionais eleitorais são marcados “por uma história de prevalência do ambiente político”.

De autoria do líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), o requerimento de urgência para a apreciação da proposta em plenário contou com a adesão dos seguintes partidos: PSDB, PPS, Psol, PV, PHS, PSC e PDT.
Pela ficha limpa
Do outro lado estão os deputados que defendem a ficha limpa.  Para Flávio Dino (PCdoB-MA), ex-juiz de direito e referência no Congresso em assuntos jurídicos, o texto constitucional prevê uma lei complementar que poderá fixar hipótese de inelegibilidade, em função da vida pregressa dos postulantes a cargo eletivo, para proteger a probidade e moralidade. 
“Eu acho que quem comete um homicídio, é processado criminalmente por ele, se defende, há provas produzidas, ele é condenado em primeira instância, há recurso, ele é condenado novamente por um órgão colegiado; acho que essa pessoa não tem boa vida pregressa. Respeito quem pensa em sentido contrário”, explicou. 
De acordo com o deputado maranhense, não serão inelegíveis os que forem condenados por infrações penais de menor potencial ofensivos (cuja pena máxima não ultrapasse dois anos).
“Fatos corriqueiros, que podem acontecer com qualquer pessoa, não gerarão inelegibilidade. Apenas crimes graves: corrupção, tráfico, crimes contra a moralidade, contra o patrimônio público, crimes contra o erário, tráfico de entorpecentes, estupro, homicídio. São esses crimes que nós estamos tratando, e acho que diante deles nós devemos considerar que é razoável dizer que essas pessoas não têm boa vida pregressa e, por isso, devem ficar inelegíveis. Essa é a razão pela qual, com muita convicção, defendo a constitucionalidade do projeto”.
Outro defensor da ficha limpa, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) criticou a falta de seleção dos candidatos pelos partidos políticos. “Tendo grana e tendo curral eleitoral, é candidato”, disparou.
“Para se exercer, por concurso, uma função pública, há critérios também. Ora, o direito de se candidatar não é absoluto. O direito de postular uma representação popular exige pré-requisitos sim.”
O deputado fluminense reforçou a previsão da lei complementar da inelegibilidade, “que será feita levando em conta a probidade na função pública, a moralidade no exercício do mandato, a vida pregressa do postulante, e, claro, o bom exercício da função pública. É tão somente isso que se quer”, afirmou Chico, lembrando que a imunidade parlamentar não pode virar impunidade criminal.
Líder da minoria, Gustavo Fruet (PSDB-PR) criticou o adiamento da votação e defendeu a proposta. Contudo, ele destacou ser uma “ilusão” achar que a política é um espaço preenchido apenas por pessoas comprometidas pelo interesse público. “Na política, nós não vamos ter só freiras, pastores e escoteiros. Nós vamos ter o que tem de melhor na representação da sociedade, e o que tem de pior também”. 

“Este projeto não é da oposição, não é do governo. Este projeto pode ser, se bem construído, um projeto a favor do país”, afirmou. 
 
Para o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), relator da matéria, a pressão popular até a sanção presidencial é a “única forma” capaz de garantir a obrigatoriedade da ficha limpa.

Pressão popular
O adiamento da votação do projeto ficha limpa deixou representantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) em alerta. O coordenador do movimento, juiz Marlon Reis, afirma que a sociedade civil não vai recuar e pretende intensificar as pressões. Segundo o juiz, de olho no período eleitoral, o movimento irá expor os nomes dos parlamentares contrários à matéria e não vai aliviar para os faltosos da sessão em plenário de votação do ficha limpa, marcada para o início de maio.

“Faltar a essa sessão vai ser considerado votar contra. É muito fácil se criar uma estratégia de poucos irem votar. Com certeza, vamos aproveitar as eleições. O movimento tem uma capilaridade muito grande. A nossa ideia é fazer com que os nomes dos que votarem contra e os ausentes cheguem a cada cidade. Vamos divulgar a lista através das entidades que fazer parte do MCCE”, disse Marlon.
 
O juiz avalia que a estratégia de adiamento foi usada porque parlamentares contrários ao projeto querem ganhar mais tempo “por medo da pressão popular”. “O voto, por ser um projeto de lei complementar, tem que ser aberto, então vai se saber quem votou contra o ficha limpa”, disse. Considerando “frustrante” o adiamento, Marlon afirma que “a palavra de ordem agora é votação”. “Nós queremos que eles votem. A Câmara não pode se furtar de decidir sobre um projeto desses”.

Para o filósofo e teólogo Raimundo Caramuru, assessor da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, os deputados querem ganhar mais tempo para desfigurar o projeto. Caramuru considera que o ficha limpa tem sido tratado pelos parlamentares como “um fantasma que amedronta” e pela opinião pública como um projeto que contribui “para elevar o nível ético e a força moral do Parlamento”.
“O projeto de lei ficha limpa tem apenas este objetivo óbvio. As manobras protelatórias que ameaçam atualmente o projeto de lei 'Ficha Limpa' não honram a dignidade do Congresso, pois constituem mais um desserviço prestado ao interesse público do País”, concluiu Caramuru.

Câmara recua e votação da ficha limpa é adiada para maio

Michel Temer remete projeto para a Comissão de Constituição e Justiça e, assim, ganha tempo, apesar da pressão popular
Nem 1,5 milhão de assinaturas pressiona os parlamentares. Temer adia votação do ficha limpa para maio



Mesmo com a pressão de 1,6 milhão de assinaturas, não será desta vez que a Câmara vai votar o projeto da ficha limpa (que torna inelegíveis candidatos com condenações na Justiça).


Após reunião com o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), os líderes decidiram que a proposta, inicialmente pautada hoje, será encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que terá até o dia 29 de abril para debatê-la. Dessa forma, a votação da matéria em plenário ficou para a primeira semana de maio. 



O líder do PT, Fernando Ferro (PT), adiantou que apresentará emenda no sentido de permitir que o candidato condenado em segunda instância possa recorrer e se candidatar. Pela proposta atual, qualquer candidato condenado por órgão colegiado está inelegível. Para ele, os tribunais regionais eleitorais são marcados “por uma história de prevalência do ambiente político”.


O DEM, partido do relator da proposta, Índio da Costa (RJ), não conseguiu as 257 assinaturas suficientes para garantir o regime de urgência à proposta; o que levaria a matéria ao plenário e evitaria seu retorno à CCJ. 
De acordo com ele, apenas a oposição (DEM, PSDB e PPS), além do PV, Psol e PHS assinaram a urgência. Contudo, o líder do partido, Paulo Bornhausen (SC), afirmou que continuará coletando assinaturas. Até o momento, são 166. 

Por sua vez, o presidente da Câmara assegurou que os líderes do PMDB e o PT “assinarão de imediato a urgência” caso a análise da proposta na seja concluída na CCJ até o dia 29 de abril. 

Para o líder do PP, João Pizzolatti (SC), é preciso que a proposta seja melhor debatida na Câmara. De acordo com o deputado catarinense, o projeto precisa ser melhorado, uma vez que aplica a mesma pena para crimes distintos. 

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ferrari revela nova 599 GTO

Edição limitada em 599 unidades chega a 335 km/h e será mostrada no Salão de Pequim
DA REDAÇÃO
Ferrari
Ferrari 599 GTO
599 é o número de felizardos que poderão colocar em sua garagem uma edição limitadíssima da Ferrari 599 GTO, apresentada pela montadora italiana nesta quinta-feira (9). As primeiras informações e fotos do carro antecipam o lançamento que será no Salão de Pequim, na China, que abre as portas ao público no próximo dia 24.

Trata-se de uma versão especial do superesportivo 
599, mas com diversos itens vindos das pistas. A sigla GTOsignifica Gran Turismo Omologata, algo como um veículo de pista homologado para as ruas. E é isso que traz a599 GTO, com um motor V12 dianteiro que rende 670 cv de potência.
Ferrari
Toda esta força calculada com o peso de 1.495 kg do cupê rende uma ótima relação peso potência de 2,23 kg/cv. Na prática, isso significa que o superesportivo chega aos 100 km/h em rápidos 3,35 segundos e a velocidade máxima é de 335 km/h. Segundo a escuderia italiana, o modelo completou o autódromo de Fiorano em 1 minuto e 34 segundos. Esta é a mais rápida Ferrari de rua já lançada.
Ferrari
Desenho faz referências ao supercarro anterior da Ferrari, o 599XX
Ferrari também trouxe a tecnologia da Fórmula 1 para melhorar a aerodinâmica da 599 GTO. A downforce, força que mantém o carro no chão em altas velocidades, é de 144 kg quanto o esportivo atinge 200 km/h. Peças de fibra de carbono estão espalhadas pela carroceria, enquanto freios e embreagem também foram melhorados

Teto e rodas ganharam a cor preta, com design exclusivo. Todas elas são de 20”, com pneus 285/30 na frente, com largura de 9,5 polegadas e 315/35 na traseira, com incríveis 11,5 polegadas de largura.
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Ferrari

Rio de Janeiro

O QUE ESTÃO FAZENDO COM NOSSA JUVENTUDE?



Eram cerca de 2.30 da madrugada quando fui acordado por um barulho que logo identifiquei serem de skates. A inicio, fiquei aborrecido por causa do sono e do horário, mas logo me contive pois lembrei de um projeto que tenho para Itapetinga.  Me dou por conta que a anos venho falando, sem discriminação de idade, que nossa cidade e uma cidade de velhos, onde as políticas publicas não contemplam o jovem, deixando-os ‘de fora’.   È muito boa a iniciativa daqueles que se prontificam levar informações nas escolas sobre as drogas e a destruição que elas trazem para o individuo, a familia e a sociedade.   Mas falar e mostrar o lado ruim desta escolha e fácil, mas quando nos deparamos com a falta de espaço para atividades que contemplem a juventude, as primeiras ações ficam perdidas, pois a adrenalina, o vigor da juventude precisa ser extravasado. Sem incentivo a pratica de esportes, sem uma contrapartida, os jovens e adolescentes buscarão ‘emoções’ no ilicito, no ilegal. Quando se vê praças tão bonitas sem sequer um play graud para as crianças brincarem, que esperar do amanha!   As escolas com seus pátios imensos servem apenas para o corre-corre, mas as atividades ficam relegadas a isto.   E tão fácil utilizar um local amplo como o parque da Matinha para esportes radicais, desde skate, bicicross, cabos de aço, dentre tantos outros. Tenho certeza que com iniciativas aparentemente tão simples como esta, haverá menos adolescentes e jovens envolvidos nas drogas, porque terão a oportunidade de extravasar toda a sua energia em algo realmente prazeiroso.   E dizer que não há dinheiro em caixa para ações como esta e zombar da inteligência de nosso povo.  Mas sabe o que acontece em nosso pais e de  forma particular em nossa cidade, e que os ‘administradores’ estão mais preocupados em encher os bolsos e o seu ego, que não estão realmente preocupados com a realidade de nossa juventude.  E fácil para quem tem dinheiro se deslocar par a Disney ou para o parque aquatico Beto Carreiro Word e se esbaldar co as belezas destes paraísos e como irresponsáveis sociais que são, e aproveitarem da desgraça alheia em época de eleição, beijar o ‘pobre’ e se fazer de penalizado com aqueles que estão se marginalizando.  Se tivessem um mínimo de caráter social, se preocupariam mais com a prevenção, não apenas através de palestras, mas dando uma contrapartida real, através dos esportes.  São estes administradores públicos os verdadeiros assassinos de nossa juventude, eles que se fazem parceiros das drogas através de sua conivência, sua passividade.  São estes os que viram as costas para a pratica dos esportes mas tem a cara de pau de jogar a culpa apenas nos traficantes, que não fazem outra coisa que se aproveitar da inércia daqueles que foram eleitos para servir.  O que estão fazendo com a nossa juventude?


MARCADA A DATA PARA A ELEIÇÃO DA NOVA ITAPETINGA

Depois da confusão causada pela ação criminosa de dois indivíduos que destruíram a urna de votação no dia da eleição para a nova diretoria da AMONI, foi decidida a nova data para escolha da chapa que presidira a associação pelos próximos dois anos na Nova Itapetinga.  Segundo o Sr. Carlito, que faz parte da atual diretoria, depois de uma assembléia tumultuada, onde se fizeram presentes as chapas rivais, a nova data será dia 18 deste mês. Segundo me foi informado, houve da parte das chapas rivais um certo dissabor, pois queriam de toda forma mudar o que esta previsto no estatuto criado a 27 anos, mas  a atual diretoria, por precaução, contratou um advogado, que antevendo futuras armações, participou da assembléia e assim, na forma da Lei, controlou os ânimos.
  È bom estar atento, pois àqueles que não suportam perder, poderão  tentar mais alguma artimanha. Bem que deveriam ter impugnado a chapa que causou este transtorno, mas assim e a democracia!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Social

Temos o prazer de comunicar o casamento do nosso querido amigo  Izaias Domingues com a digníssima Marlene Dantas que acontecera no dia 17 de abril às 19:00 hs na Igreja Presbiteriana de Guaratinga. O casamento será celebrado pelos pastores Marcos Cezar Cotrin e José Carlos.
  Antecipamos nossas felicitações ao casal, desejando as ricas bênçãos de Deus sobre as suas vidas.

domingo, 4 de abril de 2010

Menores são mortas em Manaus supostamente por uso de pulseiras

   Segundo a polícia, adereços foram encontrados com o corpo das vítimas. 



   Pulseira coloridas são conhecidas por suposta conotação sexual





De acordo com a polícia de Manaus, o uso de pulseiras coloridas conhecidas pela suposta conotação sexual pode ter resultado na morte de duas adolescentes. Uma das jovens, de 14 anos, foi encontrada morta, na madrugada do último sábado (3), em um quarto de hotel, localizado no bairro Morro da Liberdade. Com o corpo, estavam seis pulseiras, que segundo a polícia, foram supostamente arrebentadas pelo autor do crime. A polícia suspeita ainda que o casal tenha utilizado drogas momentos antes do crime.


A “brincadeira” das pulseiras funciona da seguinte forma: uma menina coloca diversas pulseiras de silicone coloridas no braço e um jovem tenta arrebentar um dos adereços. Cada cor representa um “carinho”, que vai desde um abraço até a prática de sexo; quem arrebentar receberá a “prenda” da dona da pulseira.


A outra possível vítima das pulseiras coloridas, também adolescente, foi esfaqueada na noite de sexta-feira Santa (2), no bairro Valparaíso, Zona Leste de Manaus. Ao lado do corpo da menor, foram encontradas duas pulseiras arrebentadas. Os dois casos estão sendo investigados pelo Departamento de Homicídios e Sequestros de Manaus.

Na semana passada, uma adolescente de 13 anos foi estuprada por pelo menos três rapazes, em Londrina (PR), por causa da "pulseira do sexo", segundo a polícia. Um deles tem 18 anos, e os demais, são menores de idade.
Polêmica
Em razão da gravidade do caso, o juiz da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Ademir Ribeiro Richter, proibiu a venda das pulseiras na cidade.A Câmara Municipal também discute a proibição.

Em São Paulo, o uso das pulseirinhas provocou polêmica entre pais, educadores e alunos. Fáceis e baratas de se comprar, as pulseiras viraram moda. 


Um projeto de lei que proíbe o uso das pulseirinhas do sexo nas escolas da rede municipal de Navegantes (SC) foi aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores da cidade, no começo deste mês.

*(Com informações do Portal Amazônia)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

ITAPETINGA: PREFEITO INVENTA "SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA" PARA CONSEGUIR VERBAS DO GOVERNO FEDERAL

Fonte: SUDOESTE HOJE

Prefeito baixa decreto "inundando" Itapetinga
 
ITAPETINGA: Um estranho Decreto, baixado pelo governador Jaques Wagner, foi publicado no Diário Oficial do Estado, nesta segunda-feira, 29, homologando o Decreto Municipal no. 297/10, de 05 de março de 2010, que decretou "SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA" no município, devido às fortes chuvas e inandações que estariam ocorrendo no município. O teor do decreto governamental dá conta de "fatores anormais e adversos decorrentes das fortes chuvas, enxurradas e inundações que estão a afetar as atividades econômicas e a atingir a população do Município de Itapetinga".
Tudo estaria normal, não fosse por um simples detalhe: não ocorreu neste mês de março nenhuma chuva forte, enxurradas e inundações no municipio, que justificasse a "situação de emergência", decretada pelo prefeito Zé Carlos. Muito pelo contrário, as chuvas que ocorreram foram fracas e insuficientes para encher os açudes, como queixam os fazendeiros de Itapetinga e região. As últimas chuvas fortes que ocorreram em Itapetinga foram em 2009, quando o prefeito nada fez para amenizar os transtornos causados à população. Naquela época a "situação de emergência" seria plenamente justificável, mas o prefeito não o fez, talvez por enexperiência e desconhecimento da lei.
O decreto do prefeito é mentiroso, ilegal e pernicioso, pois induziu o Governador do Estado a cometer um erro, justamente em um período onde as atenções dos opositores estão redobradas, na busca por escândalos políticos. Se o intuito do prefeito é conseguir verbas para o municipio, que procure os caminhos legais, evitando o famoso "jeitinho fácil", característico dos administradores desonestos e incompetentes. LEIAM ABAIXO O TEOR DO DECRETO DO GOVERNADOR...
DECRETO No. 12.033, DE 29 DE MARÇO DE 2010
Homologa o Decreto Municipal de “Situação de Emergência” que indica.

 
O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 105, inciso XII, da Constituição Estadual, à vista do disposto no art. 17, § 1º, do Decreto Federal nº 5.376, de 17 de fevereiro de 2005, e na Resolução nº 003, de 02 de julho de 1999, do Conselho Nacional de Defesa Civil, e do constante do Processo nº 9484100000539, da Coordenação de Defesa Civil, da estrutura da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, considerando os fatores anormais e adversos decorrentes das fortes chuvas, enxurradas e inundações que estão a afetar as atividades econômicas e a atingir a população do Município de Itapetinga - BA;

 
considerando as informações prestadas pela Coordenação de Defesa Civil - CORDEC;
considerando competir ao Estado preservar o bem-estar da população e, nesse sentido, adotar as medidas que se fizerem necessárias,
D E C R E T A
Art. 1º - Fica homologado o Decreto Municipal nº 297/10, de 05 de março de 2010, do Prefeito Municipal de Itapetinga, que declarou em “Situação de Emergência”, pelo prazo de 90 (noventa) dias, as zonas urbana e rural do referido Município.

 Art. 2º - Este Decreto de homologação entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a 05 de março de 2010, e vigerá pelo prazo de 90 (noventa) dias, a contar da aludida data.

PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 29 de março de 2010.

JAQUES WAGNER 
Governador 

Eva Maria Cella Dal Chiavon 
Secretária da Casa Civil

Valmir Carlos da Assunção 
Secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Conferência propõe destinar 7% do PIB para educação


RIO - Terminou nesta quarta-feria (31) a primeira etapa de discussões das propostas que serão incluídas no documento final da Conferência Nacional de Educação (Conae). No eixo que trata sobre o financiamento da educação, foram aprovados temas importantes, como a determinação que o país invista 7% do Produto Interno Bruto (PIB) na área até 2011 e chegue a 10% em 2014.
Todas as propostas debatidas seguem nesta quinta-feria (1) para uma plenária final para serem homologadas pelos participantes. Inicialmente, chegaram à Conae 5,3 mil propostas, que durante a semana foram sendo debatidas e filtradas nas plenárias de cada eixo. A proposta sobre o PIB não precisa ser submetida ao plenário, porque foi aprovada por mais de 50% dos participantes, mas há a possibilidade de algum delegado pedir destaque.
Além de determinar a vinculação do investimento em educação a um percentual do PIB, o eixo do financiamento aprovou por maioria uma proposta para instituir o Custo Aluno Qualidade (CAQ). A ideia desse mecanismo é estabelecer um valor mínimo de investimento por aluno em cada etapa, levando em conta vários insumos, como a infraestrutura da escola, livro didático, capacitação de professores e outros fatores que determinam a qualidade da ensino.
As propostas que não foram aprovadas por maioria na reunião que discutiu os eixos podem ser ou não mantidas a partir de votação na plenária final. O documento final da conferência servirá de base para a elaboração do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que vai orientar as políticas do setor para os próximos dez anos.